quinta-feira, 29 de julho de 2010


E agora?



Véio, amar ao próximo é ter em primeiro lugar uma consciência de quem você é e do que você pode. É aprender sobretudo a paciência. Entender as pessoas verdadeiramente, exige um grau de auto conhecimento .
Muita gente não tem 'nada' do que as outras geralmente têm, mas sempre descobrem algo para doar, pois eles já se doaram em primeiro lugar.
Se todo o mundo se ajudasse agora, talvez todos os problemas fossem resolvidos num instante. A fome, a pobreza, a violência, tudo aquilo que têm sido a luta e a existência das ONG's, das frentes de luta, instituições e temas de responsabilidade social. Tá e daí?????????? E agora?????? Não teríamos mais problemas? Talvez devessemos exigir ONG's, instituições, que tivessem seu foco voltado para honestidade, a educação, a formação e o desenvolvimento como cidadão, a segurança da família. Cara o que vemos aí fora não é o real problema, e tudo mundo esta careca de saber disso. Alguém tem parar com esta palhaçada e acertar a mira da sociedade. Hei, para com essa encenação e ohla pra dentro de você. Olha as suas atitudes! aguém deveria dizer isto a ela. Esses caras só tocam em coisas que não têm foco. Mas não olham para aquilo em que eles realmente necessitam de mudança: caráter! O filho da artista global Cissa Guimarães acabou de morrer atropelado. E aí? O que vai mudar agora? precisa disto pra mudar alguma coisa quanto a segurança? Não! quem precisa deste tipo de fato é o quarto poder: a mídia. Pra vender uma informação desfocada. Que dá manchete. Ele foi o proimeiro a morrer atropelado se é que se pode dizer, 'injustamente'? Sabe o que muita gente que eu encontro tem esperado? Uma melhor segurança? Uma reformulação? Não, querem ver o filinho de papai que fez isto na cadeia, pois todo mundo acredita que ele tem uma grande chance de sair impune. E também condenando a atitude do pai dele de ter mandado o carro na mesma madrugada para consertar na oficina. A questão não é se ele errou, a gente já sabe que ele errou. Quantos pais não tentariam proteger seus filhos nesta hora?
Os policiais neste caso foram afastados, tá ok, o que vai mudar? É a raiz do problema?
E o que o filho da Cissa fazia a esta hora da madrugada num túnel andando de skate? Cadê os responsáveis por este menino?
Ninguém do grupo atentou os riscos que eles estariam expostos? Ninguém atentou que se fosse 'pega' de carro, já não teria acontecido anteriormente? quem foi o mais inconsequente? No Rio de Janeiro, não existe pista de street (pista tipo de rua, com intercessões, bancos e obstáculos no estilo rua)?
O que o atropelador tinha na cabeça? o que o skatista tinha na cabeça por brincar num local ora interditado, mas sem segurança nenhuma, ainda mais no Rio de Janeiro? E as balas 'perdidas'? O assalto? A violência não é presa a uma forma. Ela têm várias maneiras de se consumar.
E o caso recente do rapaz que foi levado para dentro do batalhão e apanhou quase até morrer...
Quantos meninos de 18 anos não sofrem outros tipos de violência pelo próprio estado, pelos próprios agentes de segurança, como a própria polícia batendo na face, humilhando como cansamos de ver nas capas dos jornais, e isto não e de hoje. O nosso grito está bafado.
Cada um se vira como pode. Hoje, muita gente está fugindo para o interior, pois no interior, a pulsante violência da cidade grande ainda não chegou. Ela está vindo a galope.
Muda-se o sistema, mudam-se os agentes de segurança, mas o coração humano, a estrutura viciada na alma da nossa sociedade, continua manchada!

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